CartazCampanhaGeraçãoDepositrão

 

No âmbito de uma parceria entre o programa Eco-Escolas e a European Recycling Platform (EPR) - entidade responsável pela recolha, valorização e reciclagem de resíduos elétricos e eletrónicos, foi criado o projeto Geração Depositrão, a que o nosso Agrupamento aderiu mais uma vez no presente ano.

Nesse sentido estamos novamente a desenvolver, de 1 a 22 de abril, uma Campanha de Recolha de Resíduos e Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE' s) e de Pilhas em final de vida junto da nossa comunidade escolar, contribuindo desta forma para:

- Poupança de recursos - A reciclagem reduz a extração de matérias-primas virgens, e economiza energia;

 - Maximização de espaço - O nosso espaço é finito e os aterros sanitários podem contaminar o Ambiente com substâncias tóxicas e perigosas;

- Ambiente mais saudável - Um ambiente mais seguro e ecológico melhora a nossa qualidade de vida e desta forma não prejudica a nossa saúde;

- Poupança de energia - Reciclar significa que consumimos menos materiais, temos menos resíduos para tratar, consumimos menos energia na atividade mineira e refinamos novas matérias-primas;

No tipo de resíduos abrangidos por esta campanha encontram-se, entre outros, pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos em final de vida, pilhas, comandos, brinquedos elétricos, lanternas, telemóveis, consolas de jogos, fios elétricos, tomadas, torradeiras, televisores…

Apelamos assim à participação de toda a comunidade educativa nesta campanha, agradecendo desde já o seu contributo. A forma de participar é muito simples – identificar algum destes equipamentos que temos em casa - sem utilidade e a ocupar espaço, e fazê-lo chegar à escola (mesmo pelos alunos), colocando-o no Depositrão à entrada da sede do Agrupamento.

Relembra-se que a indústria tradicional associada à produção deste tipo de bens, equipamentos elétricos / eletrónicos, junta duas atividades industriais que deixam na natureza uma enorme pegada (e custos) ambientais. São conhecidos e há muito estudados os impactos decorrentes da atividade de extração mineira, como a destruição dos solos, coberto vegetal, contaminação dos recursos hídricos e perda da biodiversidade, entre muitos outros que aqui se podiam acrescentar, custos que associados aos do fabrico de materiais plásticos - uma indústria baseada no uso intensivo de combustíveis fósseis, transformam estas atividades num cocktail altamente lesivo para o ambiente. Isto enquanto não se encontram alternativas viáveis, mais sustentáveis do ponto de vista ambiental de produção deste tipo de bens.

Ao permitir-se uma segunda vida destes valiosos materiais, processo que se inicia pela recolha dos resíduos, separação e futura reutilização (em futuros equipamentos), contribuímos para a criação de uma verdadeira economia circular - usamos recursos que já existem, poupando assim uma parte substancial dos custos ambientais associados à produção que antes referimos.

Com este exemplo da campanha de recolha dos resíduos elétricos pretende-se também retirar ensinamentos, despertar as comunidades para a necessidade de se mudar comportamentos, adotar nas pequenas coisas e gestos do dia a dia novas formas de relação com os bens que temos à disposição, sejam a água, a energia, a roupa que usamos ou outros bens que consumimos. Temos de romper com uma certa forma tradicional, consumista, como nos relacionamos com a nossa casa comum que é a Terra, esse lugar único com recursos finitos e condições que temos de cuidar melhor.  O segredo de consumir menos parece ser simples, mas de difícil aplicação, pelo menos numa sociedade como a nossa que, apesar de tudo, é de abundância.

E este parece ser o novo segredo, uma nova mensagem na defesa do ambiente - reduzir, reduzir, reduzir.... e uma das lições que podemos retirar para as nossas vidas diárias, usarmos com mais cuidado, não desperdiçar, usarmos o necessário dos bens que temos dispomos, não nos comportarmos como se não existisse o amanhã, como diz o nosso povo. Lembremo-nos que aquilo que desperdiçamos e usamos em demasia de forma desnecessária, é o que tanto falta aos outros. Esta pode ser uma das lições da campanha de recolha de material elétrico e eletrónico.

Paulo Dias / Maria João Rocha